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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Sem título

Completa-me,
Como eu fosse uma frase,
E não me deixes passar
Como se eu fosse uma fase!

Não fiquemos no quase.
Não!
Quero agarrar-te na boca
E beijar-te na mão.

Tu deixas-me todo trocado...
Da melhor casta de vinho,
Deixas-me todo tocado.

E isto é só um recado.
Só em ti tenho pensado,
Porque só te quero ao meu lado.
(Mais um bocado...)

Sim...


by, Alberto L. J. Andrade

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Generativismo

Desculpa,
Eu nunca peço desculpa,
Mas hoje peço desculpa,
Desculpa,
Eu só peço, escuta:

Estou sozinho na luta.
Sozinho na caminhada,
Mas eu não quero nada,
Desculpa,

Tu não foste nem és a primeira,
Nem tão pouco és a terceira,
Dificilmente serás a última.

Outono é a estação.
Da música este seria o refrão,
Mas eu escrevo sobre a Vida,
Esta não tem repetição.

E mesmo que tivesse, eu não
Usaria, pois seria em vão
Repetir uma passagem,
Só para mudar a pontuação.


by, Alberto L. J. Andrade

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Sem títutlo

A caneta quase sem tinta,
A vontade a desaparecer.
Tenho vontade de ser nada,
Mas estou sem vontade de escrever.
Escrevo para não enlouquecer,
Deito-me para adormecer,
Mas o sonho só leva a esperança
De um dia voltar a ter.

Pois eu escrevo sem pudor.
Eu escrevo na ostentação
De uma vida de navegante -
O mundo na palma da mão.
Eu sinto-me a ostentar tanto
Que transformo um salmo num refrão.
Escrevo-o e deito no chão,
Escrevo e deito no chão.
Sinto o frio do azulejo
A queimar a solidão.
E eu já não sinto nada...

Eu já não sinto nada...
Eu já não sinto nada...
Eu já não sinto nada...
Eu já não sinto...
Eu já não... nada...
Eu já... nada...


by, Alberto L. J. Andrade

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Sem título

As linhas conversam comigo,
Elas pedem para ser escritas.
Palavras suplicam, gritando alto,
Elas pedem para ser ditas...

E eu suplico à minha Musa,
Que me traga a inspiração...
Sem ela eu não consigo,
Correr à velocidade da imaginação.

Mas eles pensam que é de mim...
Sim, eles pensam que sou eu.
Mas eles só pensam que é de mim,
Porque não sabem quem sou eu
Mas eles não pensem que é de mim,
Porque este aqui não sou eu...
Mesmo que ele seja parecido a mim,
A gente nunca se conheceu...

Embora a hora não seja agora,
Estou fora agora, estou fora de hora.
E a quem adora, eu digo "Ora!".

by, Alberto L. J. Andrade

domingo, 18 de dezembro de 2016

Paciência

Poucas são as palavras que eu digo sentidas!
Ninguém vive sem errar, nem com sete vidas!
É mais fácil entrar do que sair! Nem com sete saídas...
Ele diz que voa no pensamento... 
Não precisa de asas. Ele só pesa menos...
Eu digo que é só pairar, ele diz estar na mente.
Ele diz a minha estar a parar. Ele não mente.
Vira tudo uma grande bola de neve!
Só quero que o frio fique e a bola me leve!
Eu não quero voar, eu só quero ser leve...
Eu só quero ter-me como ninguém me teve...

Alberto L. J. Andrade

Amor Platónico

Não controlamos o que sentimos,
Só sabemos quando amamos.
Quando te vejo, perco os sentidos
E nós nem sequer falamos...
Trocámos palavras, fomos colegas,
Mas agora nem sequer nos vemos...

Fugiu tudo à minha compreensão,
Porque só basta a tua imagem...
O resto fica numa ilusão,
Num sonho, numa miragem.
Continuo preso ao meu passado,
Mas o tempo fez uma viragem:

Agora vejo-nos no futuro - eu e tu,
Uma casa, um carro e dois bebés;
Tu deitada e eu sentado ao teu lado
A massajar os teus pés... Amo-te.

by, Alberto L. J. Andrade

Linhas do Meu Caderno

São nas linhas do meu caderno
Que escrevo o que sinto sem mentir
E mesmo quando minto sinto
Aquilo que estou a dizer.

E nunca quis o vosso amor
Nem admiração na verdade,
Sempre vivi do meu calor
Mesmo com frio na verdade.

Escrevo por escrever...
Não! Escrevo para viver,
Porque se vivesse do que sinto
Estaria a morrer!

Posso até não viver bem,
Mas podes crer que estou bem vivo!
Fazendo bastante por sentir,
Com esforço intensivo.

No entanto,
Nunca foi intenção enganar ninguém...
Errado, foi com intenção,
Mas para o meu próprio bem!

Pára! Sim pára...
E o mundo pára comigo...
Sento no sofá da sala.
Ao menos tenho abrigo...

by, Alberto L. J. Andrade