3 de Abril – Sábado
Logo ao raiar do Sol o galo, cacarejando, acordou todos os animais e pessoas que viviam na Quinta, que, com menos dificuldade que o habitual em dias de Inverno, levantaram-se sabendo de antemão que os esperava um ensolarado dia de Primavera.
Cláudia foi a primeira a levantar-se, vestiu-se e foi para fora de casa inspirar o ar puro, até que um rapaz alto, moreno e bem parecido surgiu de dentro de casa, foi ter com ela e disse:
- O pequeno-almoço já está pronto. Vens?
- Oh João, nem paraste para olhar à tua volta. Vê como é bela a Primavera. - Ripostou Cláudia.
- Realmente tens razão, mas estou esfomeado. Vamos! - Disse João enquanto olhava à sua volta.
- Ok, ok! - Acalmou-o Cláudia.
Já dentro de casa, enquanto pequeno-almoçavam, João perguntou:
- Depois de comermos queres dar um passeio?
- Pode ser... Onde? - Perguntou Cláudia.
- Não sei. Passear... - Tentou esclarecer João.
- Ai... Tá bem, vá. - Concordou Cláudia enquanto revirava os olhos.
- As conversas da juventude... - Disse, aparte, Carolina, a avó de João: uma mulher baixa, de cabelos grisalhos, pelos seus sessenta e dois anos, mas com a energia de uma mulher de trinta anos, devido ao trabalho diário na Quinta.
Depois do pequeno-almoço, João e Cláudia fizeram como haviam combinado e foram dar um passeio para lá da Quinta, até um sitio onde parecia haver ninguém.
João encontrou um local para os dois se sentarem e lá ficaram a conversar, com o pouco que lhes ia ocorrendo e à medida que a conversa ia decorrendo, João ia aproximando-se de Cláudia e tentava pôr o seu braço à volta dela. Cláudia nada dizia... Até que João, subitamente, tentou beija-la.
- João! Já falámos sobre isso... - Disse ela enquanto o afastava.
- Mas eu amo-te, tu sabes disso. - Disse ele ao levantar-se.
- Amas... Só nos conhecemos a um mês e tu sabes que o meu passado não foi lá muito alegre com rapazes. - Lembrou Cláudia.
- Pois... Vamos embora. - Ripostou João de cabeça baixa.
- É... – Concordou Cláudia enquanto se levantava.
5 de Abril – Segunda-feira
Era de tarde e o Sol parecia decidido a não aparecer naquele dia.
Cláudia estava a tratar da horta, como havia pedido a avó Carolina e enquanto o fazia, sem querer fazê-lo, lembrava-se de como fora a morte de Alberto, no entanto, sem verter nenhuma lágrima, como se já não o amasse. Pudera... Já havia chorado tudo.
- Cláudia! – Gritou João, andando na direcção dela.
- O que se passa? – Perguntou Cláudia.
- Passou por aqui uma pessoa a perguntar por ti... – Disse João, já perto dela.
- E o que lhe disseste...? – Voltou a perguntar Cláudia.
- O que tu tinhas dito para eu dizer numa situação destas... Que nem conhecia nenhuma Cláudia e que aqui na Quinta nem há raparigas jovens. – Informou João.
- Ok, obrigado... – Disse ela, pensativa e numa atitude que mostrava ainda estar chateada com ele.
- A avó disse para te dizer que quando acabares, é para ires lanchar. – Disse João.
- 'Tá bem. – Confirmou Cláudia, ainda pensativa, mas sem deixar que curiosidade a dominasse por completo.
Enquanto lanchava, Cláudia não dizia nada, só pensava que algo estaria para acontecer, o seu passado voltaria para atormenta-la, de certeza!
- Porque é que 'tás assim miúda? – Perguntou João.
- Deixa a gaiata em paz meu filho... – Carolina virou-se depois para Cláudia - Não estejas assim tristonha minha filha, é Primavera! Alegria!
Por: Alberto A.
Revisão: Ricardo R.
Música-inspiração: Ornatos Violeta - Capitão Romance
terça-feira, 24 de agosto de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
É-me Natural
Natural...
É natureza!
Animais e plantas...
A beleza!
Purezas santas...
Colossais!
Mas tudo calmo...
Local...
Esquecimento!
Longo pensamento...
Esquecendo desamores...
Belezas!
Normalidades...
Horrores!
Por:
Adolfo de Sousa
É natureza!
Animais e plantas...
A beleza!
Purezas santas...
Colossais!
Mas tudo calmo...
Local...
Esquecimento!
Longo pensamento...
Esquecendo desamores...
Belezas!
Normalidades...
Horrores!
Por:
Adolfo de Sousa
domingo, 2 de maio de 2010
Era uma vez
Era uma vez...
Um dia;
Um ano;
Talvez
Profano.
De ti,
Do teu;
Por ti,
Pelo meu
Em si
Sou seu!
Amor
Morreu!
Então...
Terra,
Mar!
Partir,
Voltar...
Conseguir!
Ficar!
Depois...
Terra,
Mar...
Por:
Adolfo de Sousa
Um dia;
Um ano;
Talvez
Profano.
De ti,
Do teu;
Por ti,
Pelo meu
Em si
Sou seu!
Amor
Morreu!
Então...
Terra,
Mar!
Partir,
Voltar...
Conseguir!
Ficar!
Depois...
Terra,
Mar...
Por:
Adolfo de Sousa
domingo, 28 de março de 2010
Gritos
Eu sorrio num sonho
Enquanto a esfinge me acorda,
De um suposto pesadelo.
Agora ao pescoço vejo uma corda,
Que outrora era um colar!
Não sei o que está a passar,
Tudo começa a mudar.
A minha morada é o Inferno!
O meu patrão é o Diabo!
Na minha alma parece Inverno,
Apesar do calor que faz!
E ao contrário do calor,
Eu faço nada...
Só vou apreciando a dor.
E não me doí nada...
Fachada, ultraje...
Eu grito «Age!»
E fico-me pelo grito.
Depois acordo de verdade. (Será?)
Por:
Alberto Andrade
Enquanto a esfinge me acorda,
De um suposto pesadelo.
Agora ao pescoço vejo uma corda,
Que outrora era um colar!
Não sei o que está a passar,
Tudo começa a mudar.
A minha morada é o Inferno!
O meu patrão é o Diabo!
Na minha alma parece Inverno,
Apesar do calor que faz!
E ao contrário do calor,
Eu faço nada...
Só vou apreciando a dor.
E não me doí nada...
Fachada, ultraje...
Eu grito «Age!»
E fico-me pelo grito.
Depois acordo de verdade. (Será?)
Por:
Alberto Andrade
sábado, 6 de março de 2010
Uma espécie de Crónica: "História de Amor I"
Aparte:
Olá pessoal. Já a algum tempo que não postava uma crónica e portanto vou começar com esta que será um balanço da "História de Amor I", mas na terceira pessoa, para poder ser mais critico. Depois vou dizer algumas das coisas que me inspiraram e assim.
Crónica:
Alguém já teve a coragem de ler a tal "História de Amor I" do Alberto A.? Que lamentável... Obviamente amador e aquilo mais parece um guião de uma série.
Começo por dizer que ele devia deixar um espaço de uma linha entre os parágrafos, que aquilo parece que nem há parágrafos e depois dá aquela ideia de passagem do tempo estrondosamente rápida. Devia fixar a história mais no momento e não tanto nos pormenores deste ou daquele momento.
A ideia de pôr a história por dias e não contar todos os dias, até foi inteligente, pois tornou a história menor e sem dias maçadores, sem muito para dizer, mas é a única coisa boa naquela "mess" toda.
Em termos de história, aquilo até "se come e tal", apesar de ser um pouco "girly style", mas quando chegou ao fim, foi uma grande desilusão, pois ele tentou ser diferente e pôr um personagem a morrer e com isso só fez porcaria.
Eu recomendo ao Alberto que tente melhorar tudo aquilo que acabei de criticar agora e mais outra coisa, que é o facto de dividir a história por partes 1, 2, 3, etc. Podia dividir por momentos, do tipo "O recomeço" e coisas assim.
E mais nada tenho a dizer...
Inspirações:
Apesar da minha História, ter inspirado muito está história, houve músicas que me ajudaram bastante, e que são as seguintes:
**A Fine Frenzy - Almost Lover
http://www.youtube.com/watch?v=cHMSZuu5GQw
Jason Mraz ft. Colbie Caillat - Lucky
http://www.youtube.com/watch?v=yI2_k-StRYo
Taylor Swift - Crazier
http://www.youtube.com/watch?v=N9B747RQM3w
*Evanescence - My Immortal
http://www.youtube.com/watch?v=B-A-4NQfFRs
*Secondhand Serenade - Fall for you
http://www.youtube.com/watch?v=5Mb8k8lfkmc
Taylor Swift - Love Story
http://www.youtube.com/watch?v=5qw8g1HKjS0
Beyonce - Halo
http://www.youtube.com/watch?v=UyZZWSEZ5Yg&feature=fvst
*James Morrison ft. Nelly Furtado - Broken Strings
http://www.youtube.com/watch?v=IJzJe8VW3ys
Beyoncé - Broken-Hearted Girl
http://www.youtube.com/watch?v=d7XR1mk709s
*Luíz e a Lata - Começamos ao Contrário
http://www.youtube.com/watch?v=J_7Bgf_vj3s
(As músicas não estão por ordem de preferência e as que têm * são as que recomendo, a que tem ** é a nossa (Eu e a minha namorada) música.)
Panoramas para a "História de Amor II":
Para além de seguir alguns dos "meus" conselhos, julgo que a II será melhor que a I e haverá mais músicas que me andam a inspirar e que na maioria são portuguesas, como os Ornatos Violeta, Rui Veloso, etc.
Muita coisa irá acontecer... Serão também cinco ou menos partes bastante interessantes. (Não sou nada modesto, eu sei.)
Por:
Alberto Andrade
Olá pessoal. Já a algum tempo que não postava uma crónica e portanto vou começar com esta que será um balanço da "História de Amor I", mas na terceira pessoa, para poder ser mais critico. Depois vou dizer algumas das coisas que me inspiraram e assim.
Crónica:
Alguém já teve a coragem de ler a tal "História de Amor I" do Alberto A.? Que lamentável... Obviamente amador e aquilo mais parece um guião de uma série.
Começo por dizer que ele devia deixar um espaço de uma linha entre os parágrafos, que aquilo parece que nem há parágrafos e depois dá aquela ideia de passagem do tempo estrondosamente rápida. Devia fixar a história mais no momento e não tanto nos pormenores deste ou daquele momento.
A ideia de pôr a história por dias e não contar todos os dias, até foi inteligente, pois tornou a história menor e sem dias maçadores, sem muito para dizer, mas é a única coisa boa naquela "mess" toda.
Em termos de história, aquilo até "se come e tal", apesar de ser um pouco "girly style", mas quando chegou ao fim, foi uma grande desilusão, pois ele tentou ser diferente e pôr um personagem a morrer e com isso só fez porcaria.
Eu recomendo ao Alberto que tente melhorar tudo aquilo que acabei de criticar agora e mais outra coisa, que é o facto de dividir a história por partes 1, 2, 3, etc. Podia dividir por momentos, do tipo "O recomeço" e coisas assim.
E mais nada tenho a dizer...
Inspirações:
Apesar da minha História, ter inspirado muito está história, houve músicas que me ajudaram bastante, e que são as seguintes:
**A Fine Frenzy - Almost Lover
http://www.youtube.com/watch?v=cHMSZuu5GQw
Jason Mraz ft. Colbie Caillat - Lucky
http://www.youtube.com/watch?v=yI2_k-StRYo
Taylor Swift - Crazier
http://www.youtube.com/watch?v=N9B747RQM3w
*Evanescence - My Immortal
http://www.youtube.com/watch?v=B-A-4NQfFRs
*Secondhand Serenade - Fall for you
http://www.youtube.com/watch?v=5Mb8k8lfkmc
Taylor Swift - Love Story
http://www.youtube.com/watch?v=5qw8g1HKjS0
Beyonce - Halo
http://www.youtube.com/watch?v=UyZZWSEZ5Yg&feature=fvst
*James Morrison ft. Nelly Furtado - Broken Strings
http://www.youtube.com/watch?v=IJzJe8VW3ys
Beyoncé - Broken-Hearted Girl
http://www.youtube.com/watch?v=d7XR1mk709s
*Luíz e a Lata - Começamos ao Contrário
http://www.youtube.com/watch?v=J_7Bgf_vj3s
(As músicas não estão por ordem de preferência e as que têm * são as que recomendo, a que tem ** é a nossa (Eu e a minha namorada) música.)
Panoramas para a "História de Amor II":
Para além de seguir alguns dos "meus" conselhos, julgo que a II será melhor que a I e haverá mais músicas que me andam a inspirar e que na maioria são portuguesas, como os Ornatos Violeta, Rui Veloso, etc.
Muita coisa irá acontecer... Serão também cinco ou menos partes bastante interessantes. (Não sou nada modesto, eu sei.)
Por:
Alberto Andrade
domingo, 28 de fevereiro de 2010
História de Amor I - Parte 5 (Ultima)
10 de Fevereiro - Quarta-feira
Alberto acordou feliz, como agora era habitual desde aquele dia, e com vários motivos para isso, que se simplificavam em apenas um: Cláudia...
Depois de se ter vestido, tomado o pequeno almoço e saído de casa, foi ter, rapidamente, à casa de Cláudia e quando lá chegou, viu-a a fechar a porta, esperou que ela se virasse, e disse:
- Olá amorzinha.
- Olá amor. Não precisavas de ter cá vindo. - Disse Cláudia enquanto o beijava.
- Eu sei, mas estes dias têm sido tão bons que quero aproveita-los bem. - Explicou-se Alberto enquanto dava a mão a Cláudia e se dirigia para a escola.
Quando chegaram à escola, já havia tocado e quando eles entraram para a sala de aula, repararam que André não estava, mas eles nem se importaram muito e foram sentar-se nos respectivos lugares.
Ao fim do dia, como já era habitual, foram para a casa de Alberto. Lá entraram para o seu quarto e ficaram a conversar sobre coisas banais, mas que pareciam bastante interessantes um para o outro.
- Ah amor, nem sabes o que me aconteceu no outro dia... – Lembrou-se Cláudia.
- Chiu... - Disse Alberto.
Cláudia percebeu a intenção de Alberto, calou-se e esperou que ele a beijasse e ele assim o fez. Despiram os dois a camisola e Alberto aproveitou para beijar o pescoço de Cláudia, depois ela abaixou-se e começou a beijar os peitorais de Alberto, até o ultimo abdominal. Em seguida Alberto deitou-a na cama e começou a desapertar-lhe as calças, tirou-as e fez a mesma coisa com as suas calças, deixando os dois apenas de cuecas. A respiração de ambos já começava a acelerar e a excitação ultrapassava o facto de ser a primeira fez que o faziam juntos e, portanto, sem grandes demoras, quiseram os dois ficar nus e dar inicial àquele que seria um dos vários momentos de simples prazer que teriam juntos, até um final que se revelou um paraíso.
12 de Fevereiro - Sexta-feira
- Já reparaste que já passou muito tempo desde a ultima vez que vimos o André, amor? - Perguntou Alberto um pouco desconfiado.
- É verdade... Não sei mesmo dele. - Respondeu Cláudia, pensativa.
- Amanhã vais lá a casa né? Vai para aquele salão abandonado da ultima vez... - Lembrou Alberto.
- Sim vou amor. - Confirmou Cláudia com um sorriso.
13 de Fevereiro - Sábado
A manhã de Sábado revelou-se longa, quase como que o tempo soubesse que, à tarde, Cláudia iria ter com Alberto.
Quando a hora chegou, Alberto foi para o salão abandonado e ficou lá à espera de Cláudia, preparando um pequeno piquenique. Enquanto a esperava, sentiu que estava a ser vigiado, mas achou que era apenas impressão sua, pois nunca tinha visto ninguém naquele sitio.
Não demorou muito até Cláudia chegar e quando chegou, eles aproveitaram aquele pequeno banquete e acabaram deitados juntinhos, na toalha que Alberto tinha colocado no chão, enquanto se fitavam sem dizer nada, até que lhes pareceu ouvir alguém e era mesmo alguém, era André com algo que parecia uma arma, na mão.
- O que estás a pensar fazer? Não é necessário tomares uma medida dessas. Não te servirá de nada – Perguntou e aconselhou Alberto enquanto recuava, juntamente com Cláudia.
- Destruíste a minha vida! Tiraste-me aquilo que me era mais precioso, com esse teu jeito convencido. - Disse André a chorar.
- Eu simplesmente já não gostava mais de ti e já estavas a ficar paranóico. Vejo que tinha razão... - Tentou explicar Cláudia. – Agora deixa-nos em paz de uma vez por todas. Estavas muito bem desaparecido!
- Cala-te! Não me deste o devido valor e é assim que acabará. - Gritou André - Não tenho mais nada a perder... Vai ver do que serve a tua arrogância no céu, Alberto.
E ditas tais palavras, André mirou a arma para Alberto e no exacto momento em que fechou os olhos, puxou o gatilho e, sem tempo para alguma reacção ou suspiro a bala acertou no peito de Alberto, apagando as luzes da sua vida.
Via-se o sangue a escorrer do corpo de Alberto enquanto ele se desvanecia no chão e Cláudia, sem sequer respirar, grita e numa tentativa falhada tenta agarra-lo, nos olhos de André assistia-se um misto de medo e arrependimento, cada vez que cada lágrima caia dos olhos de Cláudia, mas já não havia nada a fazer, portanto André largou a arma e fugiu.
Não durou muito tempo até a policia aparecer, com o possível aviso de algum vizinho assustado pelo estrondo e quando apareceram, Cláudia deu o ultimo e caloroso beijo a Alberto e fugiu também, sem rumo, sem nada...
Por:
Alberto Andrade
Alberto acordou feliz, como agora era habitual desde aquele dia, e com vários motivos para isso, que se simplificavam em apenas um: Cláudia...
Depois de se ter vestido, tomado o pequeno almoço e saído de casa, foi ter, rapidamente, à casa de Cláudia e quando lá chegou, viu-a a fechar a porta, esperou que ela se virasse, e disse:
- Olá amorzinha.
- Olá amor. Não precisavas de ter cá vindo. - Disse Cláudia enquanto o beijava.
- Eu sei, mas estes dias têm sido tão bons que quero aproveita-los bem. - Explicou-se Alberto enquanto dava a mão a Cláudia e se dirigia para a escola.
Quando chegaram à escola, já havia tocado e quando eles entraram para a sala de aula, repararam que André não estava, mas eles nem se importaram muito e foram sentar-se nos respectivos lugares.
Ao fim do dia, como já era habitual, foram para a casa de Alberto. Lá entraram para o seu quarto e ficaram a conversar sobre coisas banais, mas que pareciam bastante interessantes um para o outro.
- Ah amor, nem sabes o que me aconteceu no outro dia... – Lembrou-se Cláudia.
- Chiu... - Disse Alberto.
Cláudia percebeu a intenção de Alberto, calou-se e esperou que ele a beijasse e ele assim o fez. Despiram os dois a camisola e Alberto aproveitou para beijar o pescoço de Cláudia, depois ela abaixou-se e começou a beijar os peitorais de Alberto, até o ultimo abdominal. Em seguida Alberto deitou-a na cama e começou a desapertar-lhe as calças, tirou-as e fez a mesma coisa com as suas calças, deixando os dois apenas de cuecas. A respiração de ambos já começava a acelerar e a excitação ultrapassava o facto de ser a primeira fez que o faziam juntos e, portanto, sem grandes demoras, quiseram os dois ficar nus e dar inicial àquele que seria um dos vários momentos de simples prazer que teriam juntos, até um final que se revelou um paraíso.
12 de Fevereiro - Sexta-feira
- Já reparaste que já passou muito tempo desde a ultima vez que vimos o André, amor? - Perguntou Alberto um pouco desconfiado.
- É verdade... Não sei mesmo dele. - Respondeu Cláudia, pensativa.
- Amanhã vais lá a casa né? Vai para aquele salão abandonado da ultima vez... - Lembrou Alberto.
- Sim vou amor. - Confirmou Cláudia com um sorriso.
13 de Fevereiro - Sábado
A manhã de Sábado revelou-se longa, quase como que o tempo soubesse que, à tarde, Cláudia iria ter com Alberto.
Quando a hora chegou, Alberto foi para o salão abandonado e ficou lá à espera de Cláudia, preparando um pequeno piquenique. Enquanto a esperava, sentiu que estava a ser vigiado, mas achou que era apenas impressão sua, pois nunca tinha visto ninguém naquele sitio.
Não demorou muito até Cláudia chegar e quando chegou, eles aproveitaram aquele pequeno banquete e acabaram deitados juntinhos, na toalha que Alberto tinha colocado no chão, enquanto se fitavam sem dizer nada, até que lhes pareceu ouvir alguém e era mesmo alguém, era André com algo que parecia uma arma, na mão.
- O que estás a pensar fazer? Não é necessário tomares uma medida dessas. Não te servirá de nada – Perguntou e aconselhou Alberto enquanto recuava, juntamente com Cláudia.
- Destruíste a minha vida! Tiraste-me aquilo que me era mais precioso, com esse teu jeito convencido. - Disse André a chorar.
- Eu simplesmente já não gostava mais de ti e já estavas a ficar paranóico. Vejo que tinha razão... - Tentou explicar Cláudia. – Agora deixa-nos em paz de uma vez por todas. Estavas muito bem desaparecido!
- Cala-te! Não me deste o devido valor e é assim que acabará. - Gritou André - Não tenho mais nada a perder... Vai ver do que serve a tua arrogância no céu, Alberto.
E ditas tais palavras, André mirou a arma para Alberto e no exacto momento em que fechou os olhos, puxou o gatilho e, sem tempo para alguma reacção ou suspiro a bala acertou no peito de Alberto, apagando as luzes da sua vida.
Via-se o sangue a escorrer do corpo de Alberto enquanto ele se desvanecia no chão e Cláudia, sem sequer respirar, grita e numa tentativa falhada tenta agarra-lo, nos olhos de André assistia-se um misto de medo e arrependimento, cada vez que cada lágrima caia dos olhos de Cláudia, mas já não havia nada a fazer, portanto André largou a arma e fugiu.
Não durou muito tempo até a policia aparecer, com o possível aviso de algum vizinho assustado pelo estrondo e quando apareceram, Cláudia deu o ultimo e caloroso beijo a Alberto e fugiu também, sem rumo, sem nada...
Por:
Alberto Andrade
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Folhas Caídas
São apenas folhas caídas...
Daquela grande árvore, especial,
Que deu-lhes vida e destruiu-as,
Como se fosse algo banal...
E é normal ser-se especial,
Num mundo onde tudo é rotina!
Nascem, vivem, morrem...
No fundo a árvore é assassina!
No triste entanto cabido aos ramos,
São eles que têm a função;
De encaminhar, de enganar,
De deixar as folhas caírem no chão...
São sacrificadas tantas vidas!
São apenas folhas caídas...
Por:
Alberto Andrade
Daquela grande árvore, especial,
Que deu-lhes vida e destruiu-as,
Como se fosse algo banal...
E é normal ser-se especial,
Num mundo onde tudo é rotina!
Nascem, vivem, morrem...
No fundo a árvore é assassina!
No triste entanto cabido aos ramos,
São eles que têm a função;
De encaminhar, de enganar,
De deixar as folhas caírem no chão...
São sacrificadas tantas vidas!
São apenas folhas caídas...
Por:
Alberto Andrade
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