Devias ser minha namorada,
Mas não queres nada comigo.
Disseste que éramos nada,
Eu nem ser nada consigo!
E se não queres a minha amizade,
Deixo de falar e sigo.
Em frente,
Encontrei-me a olhar para o vácuo...
Eu dei tudo de mim,
Mas só coube num saco!
O meu coração estava cheio,
Eu só te enchi o saco!
Estou hipersensível,
Tu perdeste o tacto!
Então faço um pacto,
E caso não queiras:
Dá-me o teu coração,
Prometo que não faço asneiras.
Sei que podes estar cansada
Dessas brincadeiras...
Um amor duro como o mármore...
Eu não trago madeiras!
by, Alberto L. J. Andrade
sexta-feira, 5 de outubro de 2018
quarta-feira, 18 de julho de 2018
Breves Poemas
Caso não passe só de um caso eu caso, acredita.
Agora ando no teu passo, no compasso da minha vida.
Naquilo que tenho vivido o amor está escasso, querida.
Aquilo que vejo entre nós é baço e assim seja, bendita.
As cores são o espectro da poesia
Que ouço a cada passo dela (bela)
O seu cheiro a maresia
Avistada ao brilho de uma vela (cela)
Mesmo que veja a tristeza
À sombra de uma favela (trela)
Ela trás-me a alegria (fantasia)
Que preciso para estar com ela (ela)
Ela?
Agora ando no teu passo, no compasso da minha vida.
Naquilo que tenho vivido o amor está escasso, querida.
Aquilo que vejo entre nós é baço e assim seja, bendita.
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Mary Jane
Que ouço a cada passo dela (bela)
O seu cheiro a maresia
Avistada ao brilho de uma vela (cela)
Mesmo que veja a tristeza
À sombra de uma favela (trela)
Ela trás-me a alegria (fantasia)
Que preciso para estar com ela (ela)
Ela?
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A voz é sempre devorada
Na hora da alvorada.
O silêncio por vezes diz tudo,
Neste não ouço nada.
O calafrio que vou sentindo,
Tal como sozinho numa parada...
É hora de acordar,
Pois é hora da debandada!
Na hora da alvorada.
O silêncio por vezes diz tudo,
Neste não ouço nada.
O calafrio que vou sentindo,
Tal como sozinho numa parada...
É hora de acordar,
Pois é hora da debandada!
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Eu descrevo a vida por palavras
Ela expressa-se por uma tela
O seu jeito é um mistério
Como passar numa ruela
Isto pode ser só uma fase
Mas não resisto à sua face bela
Vou andando passo a passo
Ando ao compasso delaEu descrevo a vida por palavras
Ela expressa-se por uma tela
O seu jeito é um mistério
Como passar numa ruela
Isto pode ser só uma fase
Mas não resisto à sua face bela
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A Menina do cabelo
Que parece esvoaçar...
O vento faz ao seu cabelo,
O que a Lua faz ao Mar.
Mesmo que não haja vento,
O cabelo, parece dançar
Sim, eu amo essa menina
Mas não lhe posso contar!
Quem vive preocupado com problemas,
Tem um problema a mais...
Esquece os pensamentos tristes.
Vive os problemas reais.
Não escrevo o que não conheço,
Só trago temas reais!
Isto já são dilemas a mais
E nós precisamos de lemas dos tais:
Quem não gosta que se arranje,
Só queremos amigos frontais!
Tal como agora...
Doravante,
Dirão "Embora avante!".
Embora avante,
Só haja quem decore o cante.
Há quem só adore a vante,
Sem motivos aparentes...
E eu só estou a cerrar os dentes,
Pois ninguém assume as frentes!
Que parece esvoaçar...
O vento faz ao seu cabelo,
O que a Lua faz ao Mar.
Mesmo que não haja vento,
O cabelo, parece dançar
Sim, eu amo essa menina
Mas não lhe posso contar!
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Hoje estou a viver a vida
Como alguém que quer mais!Quem vive preocupado com problemas,
Tem um problema a mais...
Esquece os pensamentos tristes.
Vive os problemas reais.
Não escrevo o que não conheço,
Só trago temas reais!
Isto já são dilemas a mais
E nós precisamos de lemas dos tais:
Quem não gosta que se arranje,
Só queremos amigos frontais!
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Doravante,
Dirão "Embora avante!".
Embora avante,
Só haja quem decore o cante.
Há quem só adore a vante,
Sem motivos aparentes...
E eu só estou a cerrar os dentes,
Pois ninguém assume as frentes!
by, Alberto L. J. Andrade
(coleção de poemas do facebook)
Em que estou a pensar?
Que eu sou tão egocêntrico...
Digo que o escrevo é arte.
Eu sou tão possessivo,
Que digo que só eu sei amar-te.
Sim, porque eu sei tudo,
Mas tudo é subjetivo.
Não, eu não sei tudo,
Eu sei o meu objetivo!
Mas como falar de amor
Se nem consigo falar-te?
Como penso em estar contigo,
Se tenho mais coragem de ir a Marte?
Sim, porque eu já conheço o Mundo...
Só não conheço o seu interior
Não, eu nem quero...
Eu só quero o teu calor!
Que os fluidos sejam saliva
Do tão desejado beijo!
Que só subam as hormonas
Carregadas de desejo!
Que cimentação ocorra
Na nossa relação!
E que ela resista ao tempo
E à meteorização!
Digo que o escrevo é arte.
Eu sou tão possessivo,
Que digo que só eu sei amar-te.
Sim, porque eu sei tudo,
Mas tudo é subjetivo.
Não, eu não sei tudo,
Eu sei o meu objetivo!
Mas como falar de amor
Se nem consigo falar-te?
Como penso em estar contigo,
Se tenho mais coragem de ir a Marte?
Sim, porque eu já conheço o Mundo...
Só não conheço o seu interior
Não, eu nem quero...
Eu só quero o teu calor!
Que os fluidos sejam saliva
Do tão desejado beijo!
Que só subam as hormonas
Carregadas de desejo!
Que cimentação ocorra
Na nossa relação!
E que ela resista ao tempo
E à meteorização!
by, Alberto L. J. Andrade
(uma brincadeira com a pergunta feita no facebook)
quinta-feira, 17 de maio de 2018
Relativamente Simétrico
Tu pediste espaço e tempo,
Mas eu não te posso dar tempo,
Porque estamos no mesmo espaço.
É assim que funciona o espaço-tempo
E mesmo que não funcionasse,
Peço desculpa ao Einstein
Eu faria que mudasse!
Tu não entendes a dimensão do meu amor!
Vamos para a quinta, através do espaço...
Peço desculpa ao Hawkins,
Vou desafiar a escuridão,
Tocar nas cordas da guitarra cósmica
E agradeço ao Kaku pela informação!
Eu disse ao Schrodinger que...
Eu sei o que é amar-te e não te amar,
Odiar-te e não te odiar,
Ter-te e não te ter,
Ver-te e não te ver;
Sentir-te e não te sentir,
Assumir-te e não te assumir,
Mas se tu abres o teu coração
Eu sei a posição que terei de assumir!
by, Alberto L. J. Andrade
Mas eu não te posso dar tempo,
Porque estamos no mesmo espaço.
É assim que funciona o espaço-tempo
E mesmo que não funcionasse,
Peço desculpa ao Einstein
Eu faria que mudasse!
Tu não entendes a dimensão do meu amor!
Vamos para a quinta, através do espaço...
Peço desculpa ao Hawkins,
Vou desafiar a escuridão,
Tocar nas cordas da guitarra cósmica
E agradeço ao Kaku pela informação!
Eu disse ao Schrodinger que...
Eu sei o que é amar-te e não te amar,
Odiar-te e não te odiar,
Ter-te e não te ter,
Ver-te e não te ver;
Sentir-te e não te sentir,
Assumir-te e não te assumir,
Mas se tu abres o teu coração
Eu sei a posição que terei de assumir!
by, Alberto L. J. Andrade
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
Sem título
Completa-me,
Como eu
fosse uma frase,
E não me
deixes passar
Como se eu
fosse uma fase!
Não fiquemos
no quase.
Não!
Quero
agarrar-te na boca
E beijar-te
na mão.
Tu deixas-me
todo trocado...
Da melhor
casta de vinho,
Deixas-me
todo tocado.
E isto é só
um recado.
Só em ti
tenho pensado,
Porque só te
quero ao meu lado.
(Mais um
bocado...)
by, Alberto L. J. Andrade
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
Generativismo
Desculpa,
Eu nunca peço desculpa,
Mas hoje peço desculpa,
Desculpa,
Eu só peço, escuta:
Estou sozinho na luta.
Sozinho na caminhada,
Mas eu não quero nada,
Desculpa,
Tu não foste nem és a primeira,
Nem tão pouco és a terceira,
Dificilmente serás a última.
Outono é a estação.
Da música este seria o refrão,
Mas eu escrevo sobre a Vida,
Esta não tem repetição.
E mesmo que tivesse, eu não
Usaria, pois seria em vão
Repetir uma passagem,
Só para mudar a pontuação.
by, Alberto L. J. Andrade
Eu nunca peço desculpa,
Mas hoje peço desculpa,
Desculpa,
Eu só peço, escuta:
Estou sozinho na luta.
Sozinho na caminhada,
Mas eu não quero nada,
Desculpa,
Tu não foste nem és a primeira,
Nem tão pouco és a terceira,
Dificilmente serás a última.
Outono é a estação.
Da música este seria o refrão,
Mas eu escrevo sobre a Vida,
Esta não tem repetição.
E mesmo que tivesse, eu não
Usaria, pois seria em vão
Repetir uma passagem,
Só para mudar a pontuação.
by, Alberto L. J. Andrade
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
Sem títutlo
A caneta quase sem tinta,
A vontade a desaparecer.
Tenho vontade de ser nada,
Mas estou sem vontade de escrever.
Escrevo para não enlouquecer,
Deito-me para adormecer,
Mas o sonho só leva a esperança
De um dia voltar a ter.
Pois eu escrevo sem pudor.
Eu escrevo na ostentação
De uma vida de navegante -
O mundo na palma da mão.
Eu sinto-me a ostentar tanto
Que transformo um salmo num refrão.
Escrevo-o e deito no chão,
Escrevo e deito no chão.
Sinto o frio do azulejo
A queimar a solidão.
E eu já não sinto nada...
Eu já não sinto nada...
Eu já não sinto nada...
Eu já não sinto nada...
Eu já não sinto...
Eu já não... nada...
Eu já... nada...
by, Alberto L. J. Andrade
A vontade a desaparecer.
Tenho vontade de ser nada,
Mas estou sem vontade de escrever.
Escrevo para não enlouquecer,
Deito-me para adormecer,
Mas o sonho só leva a esperança
De um dia voltar a ter.
Pois eu escrevo sem pudor.
Eu escrevo na ostentação
De uma vida de navegante -
O mundo na palma da mão.
Eu sinto-me a ostentar tanto
Que transformo um salmo num refrão.
Escrevo-o e deito no chão,
Escrevo e deito no chão.
Sinto o frio do azulejo
A queimar a solidão.
E eu já não sinto nada...
Eu já não sinto nada...
Eu já não sinto nada...
Eu já não sinto nada...
Eu já não sinto...
Eu já não... nada...
Eu já... nada...
by, Alberto L. J. Andrade
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